domingo, 15 de fevereiro de 2009

Os artigos que deram origem ao Blog

Psicologia da Aprendizagem
Comparação entre a Experiência Formativa e o Modelo de Gagne

Ao longo da minha experiência formativa, bem como daquilo que tem sido a minha prática, concordo plenamente com a teoria deste modelo de Gagne, se bem que na prática, ele não seja por vezes conseguido. Vejo-o antes como um modelo com linhas gerais sobre as quais tento construir as acções de formação pelas quais sou responsável.


Idealmente, o modelo será seguido para que se atinja a plena eficiência na formação. Porém acontece que nem sempre me é possível aplicar todos os passos deste modelo, se bem que reconheço a maior parte deles nas formações em que participo como formador.

Estas formações a que me refiro, que na sua essência são sobretudo aulas para qualificação de tripulantes e de mecânicos de manutenção, têm uma grande componente prática, sendo por isso fácil de identificar os seguintes passos: o objectivo, informando o que se espera que seja atingido no final; a informação, dada muitas vezes recorrendo à pratica na aeronave e apresentando a matéria no geral para depois partir para aspectos mais específicos; guiar a aprendizagem, usando comparações e exercícios práticos, sendo este passo um dos mais importantes na formação; aliciar à prática, treinando e colocando os formandos em situações simuladas de emergência para que as resolvam; dar feedback, indicando o que correu menos bem e incentivando à melhoria desses pontos no próximo exercício; avaliar a performance, obviamente necessário para qualificar os tripulantes; aumentar a retenção e a transferência, revendo o que falhou para voltar a treinar esses pontos. No entanto, identifico menos a atenção, se bem que neste contexto a necessidade que o formando sente de se qualificar funcione muitas vezes como motivação.

Revendo e analisando as minhas acções de formação, vejo muitas fases da instrução inseridas no modelo de Gagne, sendo os exemplos que referi acima as razões pelas quais me identifico com ele. Porém, existem situações, mais especificamente no decorrer de algumas aulas teóricas das várias formações, em que me é mais difícil verificar todos estes pontos. Constitui informação essencial que é preciso memorizar recorrendo ao estudo e por conseguinte, considero que nem sempre os passos deste modelo são seguidos exactamente pela ordem apresentada. Por vezes também não são completamente implementados, se bem que é sempre possível caminhar no sentido de integrar nestas formações os passos menos conseguidos, no sentido de melhorar os cursos e a qualidade da instrução para, no fundo como é objectivo do modelo, torná-la mais eficiente.

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